EMPRESA
DE ATITUDE: a serviço da sociedade
Gianini Cochize Ferreira
Toda empresa quando
constituída legalmente ganha uma "razão social",
mas poucas refletem seriamente sobre o real significado deste termo. Contudo,
seja por influência de seus clientes, da concorrência, ou mesmo
por pressão da comunidade em seu entorno, a "ficha parece estar
caindo".
Tradicionalmente a responsabilidade de uma empresa traduzia-se na busca
da maximização dos lucros e da minimização de
custos, e a tomada de decisões pelos administradores não costumava
ser influenciada significativamente pelos aspectos sociais e políticos
que influenciam o ambiente de negócios. Uma visão moderna
está em construção, as empresas estão percebendo
que a linha que as divide de seu ambiente de negócios está
se tornando cada vez mais difusa, exigindo delas uma nova atitude perante
o novo cenário em construção.
Algumas empresas se dizem socialmente responsáveis por apoiar um
ou outro projeto social, quase sempre condicionando sua ação
a um retorno positivo de imagem perante o mercado. Esta atitude está
baseada no custo-benefício de curto prazo. Uma empresa de atitude
vai além, perpassando o conceito de responsabilidade social na forma
de conduzir os negócios e relacionamentos com os funcionários,
clientes, fornecedores, governo, meio ambiente e até mesmo concorrentes.
Ela é reconhecida por todos os públicos pela conduta ética
e transparente nas atividades inerentes ao seu negócio.
Uma empresa se torna uma EMPRESA DE ATITUDE quando busca tomar consciência
de sua responsabilidade social sem hipocrisia. É legítimo
que a imagem institucional de uma empresa melhore, e que ela também
leve em conta as exigências do consumidor consciente e o grau de rivalidade
do setor onde atua, visando garantir a sobrevivência e a perenidade
de seu negócio. No entanto, consideramos uma EMPRESA DE ATITUDE aquela
que sai do discurso e parte para uma ação consciente e responsável,
age de dentro para fora por meio de exemplos que inspiram todos os públicos
a replicarem atitudes positivas.
O que percebemos é que se torna muito mais fácil para grandes
corporações se envolverem em ações sociais,
na verdade a grande maioria delas oferece isso como contrapartida em função
dos impactos ambientais e sociais que geram ou geraram ao longo de sua gestão.
É uma maneira de desviar a atenção da opinião
pública e do mercado é posicionando uma imagem de empresa
responsável, que apóia oportunamente projetos sociais e culturais
de projeção nacional.
Enquanto isso, pequenas e médias empresas passam por uma situação
mais difícil. O caminho que leva as pequenas e médias empresas
a uma nova forma de atuação passa por uma série de
questionamentos e obstáculos. O primeiro passo é fazer com
que as pequenas e médias empresas entendam que é de pequeno
que se aprende. Muitas querem se tornar primeiro grande, faturar muito,
para depois começar a adotar uma política socialmente responsável.
O fato é que além de mercados competitivos, a maioria enfrenta
dificuldades devido à falta de uma educação corporativa
de qualidade, que pela falta de recursos financeiros e bons resultados em
sua gestão acabam não tendo acesso.
O fato é que pequena, média ou grande, toda empresa deve,
antes que o seu ambiente de negócio a destrua, despertar para um
novo modelo de gestão sintonizado com os desafios e exigências
desse início de século. Assim como as pessoas, as empresas
também possuem um ciclo de vida, podendo chegar à morte prematuramente
por falta de consciência de seus hábitos e atitudes.
© Copyright Atitude Positiva


