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RESILIÊNCIA

Por Erik Guttmann

 

“Precisamos, aqui na nossa empresa, pessoas com resiliência”, frase muitas vezes dita por empresários e executivos. 

Antes de concordar ou discordar, fiquei com dúvidas, pois lembrei- me de aulas na faculdade de engenharia e esse termo era usado para materiais. Lembrei! Resiliência é uma característica mecânica que define a resistência aos choques de materiais. Uma particularidade apresentada por certos corpos, quando estes voltam à sua forma original, depois de terem sofrido deformação elástica. Uma capacidade de resistir ao choque contra outra superfície sem se destruir nesse evento.

Será que estão confundindo as coisas? Eles estão considerando pessoas como coisas? Percebi que não. Relacionando esses conceitos às condições de stress e pressão que todos sofremos no trabalho e nas outras facetas da vida, reconheço que devemos aprofundar essa análise, quando consideramos o ser humano. Então, consideremos a resiliência do ser humano como sendo um processo dinâmico que inclui uma adaptação positiva, em um contexto de adversidade, ou de outra forma, habilidade de se adaptar com facilidade às  alterações,adversidades ou aos infortúnios.

Agora entendo: precisamos de pessoas que tenham capacidade e/ou facilidade de recuperação e visão positiva frente às mudanças e problemas que qualquer empresa enfrenta.

Volto ao questionamento. Quais atributos, características ou competências certas pessoas têm, que lhes permita manter ou percorrer uma trajetória positiva de desenvolvimento em circunstâncias nas quais outras falham ou simplesmente não conseguem?

Encontrei alguns pilares que podem explicar e, melhor, ser desenvolvidos pelas pessoas.

Introspecção – a arte de perguntar-se e obter uma resposta honesta, sem subterfúgios.

Independência – saber fixar limites entre si mesmo e o ambiente com os problemas. Capacidade de manter uma distância emocional e/ou físicas, sem se isolar.

Relacionamento – Habilidade de estabelecer laços e intimidade com outros, equilibrando a necessidade de receber e oferecer afeto.

Iniciativa – colocar-se em movimento, principalmente em atividades cada vez mais exigentes.

Humor – encontrar o cômico na tragédia.

Criatividade – capacidade de criar o novo, uma ordem, uma finalidade, a partir da desordem ou do caos.

Moralidade – capacidade de comprometer-se com valores e princípios e estender o desejo pessoal de bem estar aos outros.

Autoestima – capacidade de valorizar-se, tendo a possibilidade de agir, pensar e exprimir opiniões de maneira confiante.

 Como resultado, cabe a cada um de nós avaliar em que intensidade temos cada um desses pilares, o que fazer para aprofundar-se, para melhorar e conseguir maior resistência a choques, adaptação às adversidades e perceber o ambiente de maneira positiva.

 


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